Sou apenas mais um Rafael. Sou metade chinês metade nordestino. Danço forró, pulo em roda punk e entro em alpha num tunts tunts. Meu calçado de preferência é chinelo, calça geralmente é jeans e -- sempre -- camiseta. Odeio do fundo do meu coração me vestir social. Fui cabeludo, tinha cabelo bem grande mesmo, bateria no meu sutiã se fosse garota. Tenho um all-stars, um notebook da Apple e um caderninho de anotações que levo comigo para todo canto. Não tenho carro, me viro parasitando o carro dos meus pais, pegando ônibus, andando a pé.
Sou volúvel, sou um pouco de cada amigo meu e, principalmente, sou muito dos meus amores. Tenho algumas alegrias nas quais me agarro em momentos difíceis e tenho várias tristezas que me tornaram o que sou hoje. Sou cheio de traumas, acredito que vivi o que muita gente nunca deveria viver. Não sou melhor nem pior do que ninguém. Sou um turbilhão de dúvidas, questionamentos. Sou curioso até.
Sou
old fashion e romântico. Sou careta. Acredito em amores à primeira vista e em
e viveram felizes para sempre. Fico com os olhos marejados em filmes românticos, suspiro lendo livros com histórias de amor. Já cancei de tanto procurar a menina da minha vida, agora estou deixando ela me procurar para variar. Mas espero sentado, e com um bom título às mãos. Admiro profundamente a bondade, a simplicidade e a humildade. Admiro Mesmo.
Não sou cristão, judeu, indu nem islâmico. Também não sou ateu. Acredito na ciência mas acredito também acredito que devemos agrecer tudo de bom que nos é dado nessa vida. Agradeço à própria vida. Faço preces, mas as faço ao próprio futuro. Não peço sinais para dirigir minhas decisões; nunca me arrependo do que fiz, só do que não fiz.
Fui
workaholic. Acreditei durante muito tempo que o sentido da vida era amar, achar uma alma gêmea. Hoje sei que o sentido da vida é viver. Viver plenamente, realizando todos seus potenciais, aproveitando tudo. Viver para mim é coisa para destemidos, para os meio impulsivos e os espontâneos.
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz, como diria Almir Sater.
Era menino ontem, hoje sou moleque com um esboço de barba e me chamo homem. Não suporto estagnação, preciso sempre estar em movimento, crescendo, aprendendo. Sou uma história que eu mais tarde vou contar para quem tiver interesse em ouvir. Sei que o que sou já foi.